O MPLA homenageou ontem a nacionalista Irene Neto pela sua trajectória política e o seu contributo para a Independência de Angola. Dentre várias testemunhas, o nacionalista e antigo presidente da Assembleia Nacional Roberto de Almeida destacou, sexta-feira, em Luanda, o espírito resiliente de Irene Neto, especialmente durante os períodos de maior repressão colonial.
Miguel Brás Jornalista
“Ela foi uma mulher que soube acarinhar os ideais de libertação, enfrentou todos os desafios com determinação e coragem”, disse.
A também nacionalista e antiga secretária-geral da Organização da Mulher Angola (OMA) Luzia Inglês relembra a profunda ligação de Irene Neto à luta pela Independência de Angola. “Desde jovem, esteve envolvida na luta, trabalhando na clandestinidade, mobilizando e sensibilizando as comunidades”, destacou.
A antiga governadora de Luanda Francisca do Espírito Santo partilhou memórias pessoais de Irene Neto. “Cresci na mesma rua que Irene Neto, na Vila Alice, apesar das dificuldades da época, sempre cumpriu o seu papel como mãe, cidadã e patriota”, afirmou.
O bispo da Igreja Metodista Unida, Gaspar Domingos, ressaltou o compromisso de Irene Neto com a fé e o serviço comunitário. “O seu legado está marcado pela humildade e pela dedicação à causa social”, disse.
Por sua vez, a secretária-geral da OMA, Joana Tomás, destacou o contributo de Irene Neto para o fortalecimento da organização que dirige. “ Foi a primeira secretária coordenadora da OMA em Luanda”, afirmou Joana Tomás. Irene Neto era irmã mais nova do Presidente António Agostinho Neto.
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