No final do encontro, o enviado especial do Chefe de Estado da RDC, que foi igualmente portador de uma missiva de Tshisekedi ao Presidente da República e da União Africana, apontou a cessação das hostilidades entre as principais preocupações, num momento em que o Rwanda, como mencionou, continua a criar dificuldades e a provocar desolação ao povo congolês.
Questionado sobre o propósito da visita à capital do país, Floribert Anzuluni Isiloketshi disse veio pedir o apoio solidário de Angola para pressionar o Presidente
Paul Kagame para parar com os ataques e voltar aos acordos de Washington.
“Viemos aqui pedir, de forma solidária, que se faça maior pressão diplomática para o fim do conflito e o sofrimento do povo congolês, que já dura há bastante tempo”, disse.
O enviado especial de
Antoine Félix Tshisekedi disse que o Chefe de Estado angolano foi informado sobre os últimos episódios que reacenderam o conflito vigente entre as partes.
O Rwanda, em conjunto com os seus apoiantes, disse, referindo-se às milícias do
M23, lançaram novas incursões com “material muito pesado e sofisticado no nosso território”.
Como consequência dos ataques, houve grandes estragos, perdas de vidas humanas e uma degradação plena daquilo que é a situação humanitária. “Ao tomarem a localidade de Uvira, zona frontal ao
Burundi, provocaram danos materiais e grandes perdas humanas”, informou.
Floribert Anzuluni Isiloketshi considerou a ofensiva um “descalabro de guerra” que “o Rwanda, de facto, continua no nosso território com o apoio do M23”.
Questionado sobre o recrudescimento da situação e o seu impacto no recém acordo assinado pelos Presidentes Tshisekedi e Paul Kagame, sob os auspícios dos EUA, e o testemunho do Líder da União Africana, João Lourenço, em Washington DC, Floribert Isiloketshi confirmou que a nova ofensiva coloca em cheque este instrumento jurídico.
Na sequência, referiu que, apesar de o Rwanda e o M23 optarem pela violência, guerra e a degradação da situação no terreno, a RDC, “por enquanto”, continua engajada na resolução pacífica e diplomática do conflito.
“Mas, infelizmente, o Rwanda tem um caminho diferente. Um caminho da destruição e um caminho de guerra, razão pela qual estamos a solicitar apoio diplomático, para que se coloque pressão sobre o Rwanda, para que pare com essa ofensiva e retome o caminho das negociações em curso”, concluiu.
0 Comentários